Geração digital menos inteligente do que os pais? Entenda esta notícia!

cNo final de outubro saiu uma notícia sobre a entrevista e o livro do Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, sobre a geração digital e os impactos do uso de telas. No livro intitulado “A Fábrica de Cretinos Digitais”, Michel Desmurget conta alguns resultados de sua pesquisa com crianças e adolescentes e a relação com os dispositivos digitais.

Dessa forma, a chamada geração digital apresentou, pela primeira vez na história, um QI inferior do que gerações anteriores (como a dos seus pais) e os dados chamaram a atenção de pais, mães e profissionais preocupados com o assunto.

Quer entender melhor sobre isso? Continue lendo e acompanhe!

Qual a relação do QI da geração digital com o uso de telas?

O que sabemos com certeza é que, mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso tem um efeito significativo em seu QI. Vários estudos têm mostrado que quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem.” – Michel Desmurget

Assim, isso acontece pois as principais habilidades do ser humano são afetadas com tamanha exposição, como:

  • Linguagem;
  • Concentração;
  • Memória;
  • Cultura.

Por que os dispositivos digitais podem ser prejudiciais?

A principal relação do uso das telinhas pela geração digital com a perda de habilidades e desenvolvimento é o impacto em outras atividades do dia a dia. Com o maior tempo de tela, segundo o pesquisador, é comum ter:

  • Diminuição da qualidade e quantidade das interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional;
  • Diminuição do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc.);
  • Perturbação do sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada;
  • Super estímulo da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade;
  • Subestímulo intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial;
  • Sedentarismo excessivo que, além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral.

Todas as telas são prejudiciais?

Os alunos devem aprender habilidades e ferramentas básicas de informática? Claro. Da mesma forma, pode a tecnologia digital ser uma ferramenta relevante no arsenal pedagógico dos professores? Claro, se faz parte de um projeto educacional estruturado e se o uso de um determinado software promove efetivamente a transmissão do conhecimento.

Porém, quando uma tela é colocada nas mãos de uma criança ou adolescente, quase sempre prevalecem os usos recreativos mais empobrecedores. Isso inclui, em ordem de importância: televisão, que continua sendo a tela número um de todas as idades (filmes, séries, clipes, etc.); depois os videogames (principalmente de ação e violentos) e, finalmente, na adolescência, um frenesi de autoexposição inútil nas redes sociais.” – Michel Desmurget

Assim, com base no tópico anterior e na citação acima, é possível entender que o uso das telas não precisa ser sempre prejudicial. Afinal, o que importa é considerar a quantidade de tempo de conexão e a qualidade desse tempo.

Se essa nova geração digital faz uso de telas apenas para recreação e passa horas conectado, o desenvolvimento pode ser afetado. Porém, se aos eletrônicos forem usados com equilíbrio e até como apoio para a educação e desenvolvimento de habilidades, a tecnologia pode oferecer o que tem de melhor.

Assim, para complementar essa leitura e entender melhor sobre equilíbrio digital, te convidamos a acessar o artigo “5 passos para o equilíbrio digital“.

Além disso, aproveite para conhecer o AppGuardian no Google Play ou na Apple Store!
Siga a gente no Facebook, dê uma curtida no Instagram, se inscreva no YouTube e visite nosso LinkedIn para mais conteúdos relevantes!