O caso da Peppa Pig Fake: os pais precisam estar de olho no YouTube

Parecia ser só mais um episódio da personagem Peppa Pig no YouTube. Enquanto você se concentra em algo importante, deixa a criança distraída com os vídeos por alguns minutos. Mas, quando você ouve os sons diferentes, resolve pegar o dispositivo para ver o que está acontecendo e descobre um vídeo-montagem com a história da família Pig, que vai ao mercado comprar, entre outras coisas, macarrão e maconha.

No início de 2019, circularam boatos sobre o Desafio da Momo, que aterrorizou muitos pais e crianças. A imagem da boneca japonesa estaria aparecendo em vídeos infantis e incentivando – e até obrigando – que crianças cometessem suicídio.

Em comunicado oficial, o YouTube afirmou que não encontrou nenhum link que comprovava a existência do desafio na plataforma. Mesmo assim, o sinal amarelo dos pais foi ligado sobre a necessidade de acompanhar de perto os vídeos que os filhos assistem na internet.

Em 2018, o Desafio da Baleia Azul trouxe pânico e estampou capa de jornais ao supostamente ser o responsável por mais de cem casos de suicídio pelo mundo.

Nesses três diferentes casos descritos acima, a pergunta a se fazer é:

Você acompanha os vídeos que seu filho assiste na internet?

A internet democratizou o acesso e a produção de informações. Isso quer dizer que não só os grandes veículos e meios de comunicação podem ter acesso às plataformas. Agora, todos aqueles que desejam produzir seus próprios conteúdos, podem fazer isso de um jeito bastante fácil.

Porém, nem todos possuem boas intenções. Alguns por dinheiro, outros por maldade mesmo, produzem conteúdos que não são apropriados para crianças assistirem, mas elas não vão saber sem que você diga isso a elas.

Em um vídeo de umas das famosas palestras TED, o escritor James Bridle mostra que, em 12 passos, a reprodução automática do YouTube o levou de um vídeo “bonitinho de contagem de trens para um vídeo do Mickey Mouse se masturbando”.

Bridle alerta: “O que mais aflige os pais são as coisas com conteúdo violento ou sexual, certo? Os desenhos animados em que crianças são agredidas, mortas, brincadeiras estranhas que realmente aterrorizam as crianças. Existe um software que obtém todas essas influências diferentes para gerar, automaticamente, os piores pesadelos das crianças. Esse material realmente afeta as crianças. Os pais contam que os filhos ficam traumatizados, com medo do escuro e com medo dos seus desenhos favoritos”.

E completa: “Se há uma conclusão a tirar de tudo isso é que, se tiverem filhos pequenos, mantenha-os longe do YouTube”.

Para os pais que não querem chegar ao extremo de banir no aplicativo dos smartphones, algumas orientações são importantes para o uso saudável da ferramenta:

Acompanhe o que é assistido

A primeira fase é a dos olhos e dos julgamentos dos pais. Os responsáveis devem saber a que os seus filhos assistem, assim como fazem na TV, ou como não os levam ao cinema para ver um filme com classificação indicativa inadequada.

Canais adultos possuem senha para evitar que as crianças tenham contato com o conteúdo produzido para aquele público. Por que deixar que, logo na internet, seu filho tenha acesso ilimitado a tudo que é produzido?

Priorize canais oficiais

Para evitar casos como os citados no texto, dê preferências a canais oficiais. A Turma da Mônica, Discovery Kids, Walt Disney Studios, Pixar, Nickelodeon e até a própria Peppa Pig possuem seus próprios canais oficiais no YouTube, por exemplo.

Geralmente eles aparecem com um selinho cinza de canal verificado, ao lado do nome do canal.

Faça playlists e utilize o YouTube Go

Tire umas horas da semana para selecionar os vídeos que você considera adequado para a idade do seu filho. Assim, você terá certeza do que ele estará assistindo, pois todo conteúdo foi previamente aprovado.

Uma outra forma de supervisionar o conteúdo que seus filhos têm acesso através do YouTube é utilizar o aplicativo YouTube Go. Com ele, você baixa os vídeos que deseja e seus filhos podem assisti-los em qualquer lugar. A outra vantagem é que você economiza no consumo de dados, quando está longe do Wi-Fi.

Evite canais que incentivam o consumismo

Se é difícil para você resistir a uma Black Friday ou à liquidação do shopping, imagine como é para uma criança passar horas vendo vídeos atraentes de pessoas abrindo dezenas de Kinder Ovos e receber uma resposta negativa quando pedir um. Ou quando não puder ganhar o celular que está na mão de todos os YouTubers mais descolados.

Muitos desses canais criam uma demanda de consumo nas crianças que não é necessária. Mas elas ainda não estão preparadas para esse tipo de estímulo e acabam frustradas e agressivas quando não conseguem o que querem.

Desde 2014 a publicidade voltada para o público infantil está em discussão. Um resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conada) considerou ilegal qualquer tipo de publicidade infantil. A organização Criança e Consumo considera que crianças e adolescentes são mais vulneráveis que adultos aos estímulos do consumismo.

“Obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral”.

Leia o artigo completo chamado Consumismo Infantil, um problema de todos.

O aplicativo AppGuardian é mais uma ferramenta para o monitoramento da atividade de crianças e adolescentes na internet. Associado ao uso do aplicativo, deve haver a conversa e o diálogo sobre os perigos que estão on-line.

Quer saber como funciona! Veja o vídeo e tire suas dúvidas!

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