Rede social é lugar pra criança?

Quantas vezes você já ouviu em casa a frase: “E daí, mãe?” ao comentar sobre alguma foto que seus filhos tiraram com os amigos, mandaram no whatsapp ou postaram em alguma rede social? Por aqui já passamos por isso várias vezes e confessamos que já subestimamos os riscos da superexposição das crianças à navegação da internet. Afinal, quem nunca, né? Ser pai e mãe é tarefa árdua! A gente entende! 😊

E por isso vamos trazer alguns pontos de reflexão sobre isso aqui neste post.

Uma pesquisa publicada pela Revista Época em 2015 mostra que ainda são poucos os pais ou responsáveis por crianças no Brasil que determinam regras de uso na internet para seus filhos.

De acordo com a Época, o estudo realizado pela consultoria paulistana Officina Sophia ouviu 1.000 crianças, entre 7 e 12 anos, em diferentes capitais brasileiras. Do total, 65% disseram não ter regras ou tempo determinado para acessar a internet.

Esse é um dado muito preocupante, pois revela que há um grande número de crianças que continuam expostas a riscos enormes no ambiente digital, sem receber orientação ou nenhum tipo de acompanhamento.

De fato, esse debate entre a permissão e a proibição do acesso das crianças à internet não é necessariamente algo novo. Já há alguns anos, episódios como de Valentina Schulz, 12 anos, trazem à tona essa discussão.

À ocasião, Valentina, uma das integrantes do programa MasterChef Júnior – com participantes entre 9 e 13 anos, foi alvo de mensagens de cunho pedófilo e até mesmo de assédio sexual. O nome da garota foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter! Sem contar outros comentários de incentivo à agressão sexual e à homofobia com relação a alguns garotos de 10 anos de idade que ocorreram naquela edição. “Estávamos preparados para o assédio, mas não imaginávamos encontrar tarados”, disse o publicitário Alexandre Schulz, pai de Valentina, ao portal iG.

Pode parecer absurdo, mas isso acontece principalmente porque os responsáveis por esses horrores são motivados pela falsa ideia de que a internet ainda é uma terra sem lei.

Nosso país está evoluindo nesse sentido, com a chegada do Marco Civil da Internet, que prevê a permissão dos pais para controlarem o material acessado por crianças e adolescentes na rede. Esse novo cenário abre espaço para a fiscalização mais ativa dos pais quanto ao ambiente virtual, mas a verdade é que ainda temos muito a aprender pela frente, principalmente sobre como abordar esse assunto muitas vezes tão difícil de ser explicado dentro de casa.

(Fazendo um parênteses: a gente tem a impressão que antigamente era mais fácil explicar sobre pedofilia. E a gente lembra também da nossa mãe falando firme: “cuidado com o tarado!”. Era mais fácil explicar, ele tinha um rosto, um jeito, um comportamento mais típico. E como explicar hoje para nossos filhos que o tarado virtual pode ter o rosto de um amigo conhecido, a mesma faixa etária e gostos em comum? Bom, mas esse tópico fica para um próximo post! 😉)

Afinal, rede social é lugar para criança?

Cada rede social apresenta uma política de uso que aponta uma idade mínima para que uma pessoa possa ter um perfil. Na maioria delas, essa idade é de 13 anos, como no Facebook, Instagram e YouTube. Já no WhatsApp, os Termos de Serviço indicam que a ferramenta não é aconselhada para menores de 16 anos!

De fato, a maioria dos pais desconhece essa regra (a gente também não sabia direito as idades até fazer esse post!) ou acaba cedendo aos pedidos dos filhos, que imploram por se sentirem excluídos do grupo de amigos do mundo real.

Por isso, o que a gente recomenda é ao menos conhecer o funcionamento desses sites, para auxiliar seus filhos na configuração e nos bloqueios da conta, além de ensinar boas práticas e alertar sobre os perigos. Vale entender que filtros é possível utilizar, quais os riscos de ter uma conta aberta, como identificar perfis “fakes”, orientar seus filhos sobre o que fazer caso receba alguma abordagem fora do comum.

Acredite! Nós já passamos por isso e achamos muito legal fazer isso com nossos filhos. Em algumas ocasiões descobrimos juntos com eles como funcionam alguns filtros (que estão sempre mudando, atualizando) e eles também nos ajudaram a fazer o mesmo com nossas contas de redes sociais. O mais difícil e demorado são as fotos – fica a dica 😉 E vale cada segundo de risadas, broncas, negociação e comunicação. A intimidade e confiança criada nesse momento não tem preço.

Então, para finalizar, gostaríamos de fazer um convite: junte-se a todos os pais e mães que estão passando por esse mesmo aprendizado, discutindo em tempo real as melhores maneiras de estabelecer limites e acompanhar a rotina dos filhos na Internet.

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Foto: Bobby Rodriguezz / Unsplash
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