Aplicativo é criado para aproximar pais e filhos no mundo offline

O Brasil é o quarto país que mais acessa à internet, com 120 milhões de usuários, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Os jovens lideram essa “febre” por interagir virtualmente e em seu mundo tecnologia é algo tão incorporado que virou um termo inexistente no vocabulário deles. Para contribuir nesse debate está sendo lançado o AppGuardian, que oferece ferramentas para gerenciar melhor o tempo das crianças e adolescentes no ambiente online. 

“Quando Bia, minha filha, ganhou o primeiro celular não sabia como orientá-la sobre os perigos da vida online, nem estabelecer os limites de um uso saudável sem perder a sua confiança. Pesquisando no próprio mundo digital, encontrei muitos aplicativos de fora do Brasil que davam controle total dos pais. Mas não achei suficiente. Queria sim uma ferramenta que me ajudasse a estabelecer regras bem definidas mas que, principalmente, estimulasse o diálogo por meio delas. Conversei também com muitos pais e percebi que essa era a principal angústia de todos. Então pensei: por que não empreender e construir um aplicativo brasileiro que nos ajude nisso?”, enfatiza Luiza Mendonça, CEO e Co-Founder do AppGuardian.

Bia faz parte da geração Z, que tem uma intimidade muito intensa com o ambiente virtual. Segundo estudo da consultoria americana McKinsey, são jovens nascidos entre 1995 e 2010. Constituem o primeiro agrupamento de indivíduos que nasceu digital, conectado e que nunca viu o mundo sem internet. 

A meta é que o AppGuardian seja o canal de comunicação de todo o consumo digital na relação entre pais e filhos. Até hoje nenhum aplicativo conseguiu fazer isso, porque o próprio ambiente digital é uma barreira para os pais. Se eles não compreenderem o conteúdo digital de forma consistente não conseguem entender seus filhos.

“O aplicativo pode integrar esses dois mundos. Eles precisam estar na mesma página para derrubar a barreira da ignorância. O digital é uma entidade que você não controla. Se você ignora, a primeira atitude é bloquear, mas muitas vezes o canal escolhido não tem nada de inofensivo. Mas para isso é preciso que  os pais conheçam a fundo esse mundo virtual e tenham um diálogo aberto com seus filhos sobre os perigos desse ambiente”, coloca Victor Barros, sócio do AppGuardian. 

O assunto é tão relevante que a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou em 2016 o Manual de Orientação sobre Crianças e Adolescentes na Era Digital, em que faz uma série de recomendações sobre como os pediatras, pais, educadores e os próprios jovens devem lidar com o ambiente virtual. De uma forma geral, o documento estabelece a necessidade de se criar canais mais eficazes de diálogo de forma a despertar outros interesses nesses jovens para tirar seu foco exclusivo no universo virtual.

O alerta esclarece sobre as consequências graves para a saúde dos usuários em formação, caso não se faça um controle rigoroso dos horários na frente de uma tela. As principais são a falta de concentração no estudo, com um olhar muito disperso, isolamento, problemas mentais, aumento da ansiedade, estimulo à violência e até dificuldades na alimentação saudável e maior sedentarismo.

Nesse contexto nasceu o AppGuardian. São três aplicativos no total: AppGuardian – Versão Pais (para baixar no celular dos pais), AppGuardian – Versão Filhos (para baixar nos smartphones e tablets dos filhos) e o aplicativo Navegação Segura AppGuardian (um navegador de internet com filtro para conteúdo explícito).

Um outro indicador da urgência de lidar melhor com esse tema é que o artigo 29 do Marco Civil da Internet estabelece a necessidade de controle parental e educação digital para prevenir os impactos sobre as relações familiares. Para evidenciar essa questão, em 2015, o Comitê Gestor da Internet e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação realizaram  uma pesquisa em 350 cidades brasileiras, nas classes A, B e C com jovens entre 9 e 17 anos. 

O resultado é impactante: cerca de 40% dos jovens já falaram na internet com alguém que não conheciam e quase metade dos pais desses jovens não tinham conhecimento preciso sobre isso. 10% procuraram informações sobre auto-mutilação.

Uso prático

O AppGuardian oferece um leque de ferramentas para apoiar uma abertura maior de diálogo entre pais e filhos.  “A ideia é criar espaço para outras atividades do mundo real na vida dos jovens”, orienta Luiza Mendonça. Para isso, é possível por exemplo estabelecer momentos dedicados a conexão familiar na função “Tempo em Família Ativado”. O aplicativo AppGuardian disponibiliza também a possibilidade de comunicação entre pais e filhos através de um sistema de mensagens interno para facilitar a conversa em caso de configuração de bloqueio de outros aplicativos de mensagens. 

Para os pais ficarem mais tranquilos na movimentação diária dos filhos sem precisar ficar perguntando por onde andam, o AppGuardian traz também como uma de suas funções a localização dos filhos em tempo real.

Nas configurações de uso, os pais encontram o gerenciador de aplicativos onde é possível não só visualizar a lista de aplicativos instalados e mais utilizados pelos filhos, como também bloquear o uso a qualquer momento dependendo da decisão ou orientação tomada.

Outra função importante é o limite de tempo de uso dos aparelhos e aplicativos instalados. Com ele é possível, por exemplo, organizar a rotina de estudo, de sono e até os momentos livres de uso da internet, estabelecendo dias e horas determinados e configurando bloqueios específicos para a realização dessas atividades. “Afinal, uma criança conectada precisa de ajuda e orientação dos pais”, enfatiza Luiza. 

E ainda, para os pais protegerem seus filhos dos conteúdos impróprios a que eles podem ser expostos enquanto realizam pesquisas ou simplesmente exercitam a curiosidade na web, existe também o aplicativo Navegação Segura AppGuardian. Diferente do AppGuardian, neste aplicativo não é necessário realizar nenhuma configuração extra, basta instalar que com ele já é possível bloquear automaticamente conteúdos impróprios caso seus filhos acessem qualquer site digitando diretamente o link do endereço ou realizando qualquer busca.

Mas Luiza ressalta: “não adianta usar dessa ferramenta se não damos exemplo, a primeira referência na vida de nossos filhos somos nós, então é muito importante que a gente pratique aquilo que estamos orientando”. 

O AppGuardian já está disponível no Google Play. Baixe grátis: https://goo.gl/jHX927

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